Vinho no Brasil

Principais Regiões Produtoras de Vinho no País

A Viticultura é uma atividade muito nobre, exige dos bons produtores uma variedade enorme de conhecimento na área e emprego de técnicas de alta performance. Cada região apresenta suas características ambientais próprias divididas em: Viticultura temperada, Viticultura subtropical e Viticultura tropical.

 

É uma atividade já tradicional em nove regiões brasileiras. Como zonas de viticultura temperada destacam-se as regiões da Fronteira, Serra do Sudeste, Serra Gaúcha, Campos de Cima da Serra e regiões Central e Norte do Estado do Rio Grande do Sul; as regiões do Vale do Rio do Peixe, Planalto Serrano e Planalto Norte e Carbonífera, no Estado de Santa Catarina; a região Sudeste do Estado de São Paulo e, a região Sul do Estado de Minas Gerais. A região Norte do Paraná é tipicamente subtropical e as regiões Noroeste do Estado de São Paulo, Norte do Estado de Minas Gerais e Vale do Sub-Médio São Francisco (Pernambuco e Bahia), caracterizam-se como zonas tropicais, com sistemas de manejo adaptado às suas condições ambientais específicas. Além destes, novos pólos vitivinícolas estão surgindo em diferentes regiões do país, seja sob condições temperadas, tropicais ou subtropicais. A viticultura brasileira desenvolvida sob condições temperadas segue, no geral, os mesmos procedimentos utilizados em países tradicionais no cultivo da videira. Já nas regiões de clima quente, adaptaram-se técnicas de manejo a cada situação específica e os ciclos vegetativo e de produção são definidos em função das condições climáticas e das oportunidades e exigências do mercado. Os principais problemas de ordem fitossanitária são similares, tanto nas regiões temperadas como nos climas mais quentes, destacando-se o míldio da videira (Plasmopara viticola) pela sua agressividade em todas as regiões. Outras doenças fúngicas importantes são o oídio (Uncinula necator) nas regiões quentes e a antracnose (Elsinoe ampelina) nas temperadas.

Jornal de Vinhos. Disponível em: <http://www.jornaldevinhos.com/artigo.php?id=199&cat=2>. Acesso em 11 de julho de 2016.

O enoturismo no Brasil evoluiu tanto quanto nossos vinhos oferecem opções de diversão para os mais variados gostos e até para quem não bebe

Por Sílvia Mascella Rosa

O escritor e filósofo inglês G.K. Chesterton, que nasceu no final do século XIX, cunhou o seguinte pensamento: “O viajante vê aquilo que vê. O turista vê aquilo que veio ver”. Mesmo considerando a censura implícita na frase, o turismo no século XXI é capaz de contentar tanto os viajantes quanto os turistas, e talvez até fazer com que eles troquem de lugar. O mais importante é que a experiência de ambos seja prazerosa e enriquecedora, principalmente se o destino é enoturístico. Isso equivale a dizer que quem veio provar vinhos seja capaz de levar consigo uma parte da história do país, de suas belezas e conquistas e quem veio somente passear, seja seduzido pelo trabalho sério e encantador que a vitivinicultura brasileira vem cultivando nas últimas décadas; tudo isso cercado de belas paisagens.
Com o objetivo de facilitar a escolha daqueles que pretendem aproveitar o verão no país e acompanhar o descanso com excelentes vinhos, ADEGA sugere alguns tipos de roteiro. Escolha seu estilo e agarre sua taça, pois os parreirais estão pesados de frutos e os caminhos esperando seus passos!

Vinho e Romance

Tirar férias para namorar e aproveitar uma paisagem exuberante, com dias ensolarados e noites frescas, tudo acompanhado de espumantes especiais é o sonho de muita gente. Ele se concretiza com uma passagem pelas cidades de Gramado e Canela, onde estão hospedagens charmosas e arquitetura diferenciada, além de culinária de primeira linha. Praticamente todos os restaurantes e bons hotéis dessas cidades têm em suas cartas os grandes vinhos e espumantes brasileiros.

Hotel e Spá do vinho – Vinícola Miolo

Mas para tornar essa experiência ainda mais especial, é preciso viajar mais 100 quilômetros até o Vale dos Vinhedos e hospedar-se no luxuoso Hotel e Spa do Vinho, que fica em frente da Vinícola Miolo e oferece todas as mordomias que um casal pode desejar, até mesmo massagem a dois. Além, é claro, da proximidade de várias vinícolas do Vale. A paisagem que se avista do hotel (embora não tão linda como seu parceiro) é de tirar o fôlego, principalmente na época da colheita que casa com as férias de verão. Se o objetivo for ficar mais escondido, vale a pena seguir até a Pousada Don Giovanni (no distrito de Pinto Bandeira), que inaugurou recentemente uma “caseta” alguns metros acima de sua sede, onde o casal fica hospedado com discrição, silêncio e muitos mimos – como uma banheira de hidromassagem ao lado de um janelão com vista para os vinhedos e o nascer do sol. Sem circular muito é possível conhecer a vinícola Cave de Amadeu, a Valmarino e a própria Don Giovanni. Todas elas fazem parte do grupo dos Vinhos de Montanha e têm espumantes pra lá de especiais em suas linhas de produtos, essenciais para belos momentos a dois.

Vinho e História

A tradição dos imigrantes permeia todo o estado do Rio Grande do Sul e divide espaço com os gaúchos das fronteiras com o Uruguai e Argentina e um restante de cultura dos índios que por lá viviam no século XIX.
Mas o mundo do vinho no sul é praticamente um museu a céu aberto da história da imigração italiana para o Brasil. Cada vinícola faz questão de dizer de onde sua família veio e há quantas gerações, buscam parentes na Itália e tecem uma imensa teia que reúne novamente os dois países. A oportunidade de conversar com um produtor e saber da história de sua família é uma ocasião inesquecível para os viajantes, que mal percebem as horas passarem e o vinho consumido durante a conversa. Só no Vale dos Vinhedos são 31 vinícolas (87% delas são pequenas ou médias), a grande maioria familiares e que preservam suas tradições também como forma de manter o fluxo enoturístico na região, uma grande fonte de renda na última década.

Para manter vivas essas tradições, passeios, festas e grupos folclóricos permeiam a Serra Gaúcha, mas estão particularmente concentrados na cidade de Bento Gonçalves, pioneira em enoturismo no Brasil. O ideal é hospedar-se por lá onde a estrutura vem se modernizando a cada ano para receber melhor os turistas e de lá partir para os passeios. Vale a pena visitar a Cooperativa Vinícola Aurora, uma das mais antigas do país, cuja sede está em uma das ruas principais, o pórtico de entrada e a igreja São Bento – ambos em formato de pipa – e a Via del Vino, no centro, que concentra os prédios mais antigos da cidade. Como contraponto de tanta história, uma pedida é visitar a recém inaugurada Vinícola Lovara, que preserva a casa antiga de seu fundador, mas em seu entorno foi construída uma moderna e ousada vinícola.

Revista Adega. Disponível em:<http://revistaadega.uol.com.br/artigo/vinho-verao-viagem_1250.html>. Acesso em 11 de julho de 2016.

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