Recife (PE) – Capital de Pernambuco

Recife (PE) capital de Pernambuco

Porta de entrada do Nordeste brasileiro, Recife além de belas paisagens – com pontes e rios cortando toda a cidade, atrai milhares de turistas todos os anos. Rica em manifestações culturais e folclóricas, suas raízes estão sempre traduzidas em sua essência artística e preservadas como importante patrimônio.

Em grandes eventos como seu famoso Carnaval, o som do frevo arrasta multidões embalando o desfile de blocos e troças, que se misturam a outros ritmos como maracatu, caboclinho, forró, ciranda, coco de roda e até mesmo música eletrônica. O grande destaque é o Galo da Madrugada – reconhecido como o maior bloco carnavalesco do mundo pelo Guiness Book – que entoa pelas ruas do Bairro de São José, há 36 anos: “Ei pessoal, vem moçada! Carnaval começa no Galo da Madrugada”.

Sua história se iniciou em 1534 juntamente com as capitanias hereditárias. A cidade era usada como porto para carregar a produção local e receber outras da metrópole. Seu nome foi dado pela grande quantidade de recifes no litoral da região.

Em 1630, os holandeses vieram para o Brasil atraídos pela cana-de-açúcar e se firmaram em Recife. Sete anos depois o conde Maurício de Nassau assumiu o governo e evoluiu a cidade. Planejou e traçou ruas, construiu pontes, trouxe arquitetos, engenheiros e paisagistas da Europa a fim de melhorar a aparência da cidade. Pode-se observar a arquitetura desse povo pelas construções ainda presentes na cidade.

Em 1654, período em que os holandeses foram expulsos de Recife, a cidade já era um entreposto comercial então os senhores de engenho se mudaram para Olinda. Com a rivalidade das cidades que se iniciou quando Olinda era capital de Pernambuco e quando os holandeses preferiram Recife à capital, originou a Guerra dos Mascates.
Em 1848, a cidade já era um pólo comercial e cultural de toda a região Nordeste e logo se tornou um centro distribuidor.

No século XX, Recife foi impulsionado por grandes indústrias que se instalaram em seus pólos se tornando a maior atividade da cidade. Hoje, Recife é o segundo maior pólo médico do país e uma das cidades mais visitadas por turistas. Recife adaptou sua infra-estrutura para receber as pessoas que chegam de toda parte do país e fora dele.

Sua cultura é baseada na mistura da Europa, da cultura indígena e negra que trouxe um patrimônio rico e diversificado à cidade.Um marco de Recife é o carnaval da cidade marcado pelo frevo e o maracatu que invade as ruas da cidade com foliões fantasiados e com um típico desfile de carros antigos. Acontece na segunda-feira de carnaval a Noite dos Tambores Silenciosos.

Recife (PE) é a capital de Pernambuco

Constitui o centro administrativo e de negócios do estado, ocupando assim posição de destaque no contexto regional. A cidade é o maior pólo de serviços modernos da Região Nordeste. Possui uma extensão territorial pouco maior que 218 km². Sua população totaliza mais de 1,6 milhão de habitantes. Foi fundada em 1537. Os recifenses, como são denominados os nativos, comemoram o aniversário de sua cidade no dia 12 de março.

Recife é o núcleo da Região Metropolitana, da qual fazem parte os municípios de Olinda, Abreu e Lima, Paulista, Itapissuma, Igarassu, Ilha de Itamaracá, Araçoiaba, São Lourenço da Mata, Camaragibe, Moreno, Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca.

A capital pernambucana ocupa a posição central no litoral da região Nordeste do Brasil, situando-se a 800 km das metrópoles regionais de Salvador e Fortaleza. O clima quente e úmido e os aspectos naturais compostos por praias, rios, mangues, matas e mananciais constituem uma riqueza ímpar e atribuem ao território características que o diferenciam das demais capitais do Brasil. A cidade possui uma das praias mais bonitas do país, a praia de Boa Viagem, que é um de seus principais cartões-postais e possui uma orla de aproximadamente 8 km, que atrai os turistas.

Além das praias, outras atrações turísticas são bastante disputadas. Igrejas históricas como a Madre de Deus e a Capela Dourada, o Parque da Jaqueira, os teatros Santa Isabel e o moderno Luiz Mendonça são alguns deles. Vale a pena ir também aos museus e ao Instituto Ricardo Brennand, fazer compras nos mercados públicos de São José e da Boa Vista, além de conferir a Casa da Cultura. A cidade oferece ao turista uma boa infraestrutura, serviços de qualidade e um amplo setor hoteleiro. Recife também se orgulha de ter uma das maiores festas de carnaval. São cerca de 1500 apresentações e mais de 770 desfiles de expressões culturais e artísticas, fazendo um dos mais ricos carnavais de rua do mundo.

Na culinária, a diversidade também ganha as mesas do Recife. A comida regional, dos mercados públicos, bares e restaurantes, agrada a todos com pratos e sobremesas, como o arrumadinho, a macaxeira (mandioca) com charque, a buchada, o bolo de rolo, entre outros quitutes recifenses.

A origem do Recife remonta à terceira década do Século XVI, quando a cidade ainda era apenas uma estreita faixa de areia protegida por uma linha de arrecifes formando um ancoradouro. Devido às características favoráveis, o local passou a abrigar um porto. No entorno formou-se um pequeno povoado com cerca de 200 habitantes, em sua maioria, pescadores e marinheiros.

Por se tratar de uma região portuária, a atividade desenvolveu-se rapidamente, impulsionando o crescimento do povoado. Em 1537 foi fundada a Vila do Recife, posteriormente chamada apenas de Recife. Com o desenvolvimento da colônia, o porto prosperou e a vila foi tomando forma de cidade. A atividade açucareira também cresceu bastante e as margens dos cursos d’água passaram a ser ocupadas por engenhos e casebres, enquanto os rios tornaram-se navegáveis para o escoamento da produção.

Em 1630, Olinda, até então centro da capitania, é invadida por holandeses. Contudo, os invasores se estabeleceram na parte mais baixa do Recife. Colonos, soldados, imigrantes e até mesmo os habitantes de Olinda iniciaram a ocupação da Vila do Recife. A partir do século XVIII, o desenvolvimento da cidade começou a se apoiar no comércio externo e a urbanização portuguesa chegou ao território antes dominado por holandeses. No século XIX, a cidade já apresentava uma avançada urbanização que corresponde ao atual centro histórico.

Show Buttons
Hide Buttons
Translate »