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Enoturismo (SP)

Enoturismo São Paulo

A produção de vinho artesanal no estado de São Paulo tem se destacado muito nos últimos tempos. Uma cidade que se destaca nessa área é São Roque. Fundada em 16 de Agosto de 1657 pelo nobre capitão paulista Pedro Vaz de Barros, conhecido também como Vaz Guaçu, O Grande. A cidade recebeu o nome São Roque devido a devoção de seu fundador por este santo. Atraído pela região, estabeleceu-se com sua família e por volta de 1.200 índios as margens dos ribeirões Carambeí e Aracaí, começando assim, a cultivar trigo e uva.

 

A origem do cultivo da uva e a produção de vinhos remontam aos primeiros povoados que aqui se formaram. Em meados do século XVII, Pedro Vaz de Barros, fundador da cidade de São Roque, ficou entusiasmado com as terras da região e, juntamente com os moradores, decidiu investir na plantação da fruta e na produção de vinhos.

 

O Roteiro do Vinho é uma oportunidade de vivenciar essa história e toda a tradição de perto, através das adegas, vinícolas, restaurantes, hotéis, pousadas e centros de lazer e entretenimento, em meio à natureza abundante da mata atlântica preservada.

 

O Roteiro do Vinho é formado pela Estrada do Vinho, Estrada dos Venâncios e Rodovia Quintino de Lima. Você não paga para passear no roteiro, venha com seu veículo, traga sua família e deguste bons vinhos, deliciosos produtos típicos, almoce em ótimos restaurantes e passe momentos de lazer memoráveis nas fazendas, pesqueiros, ranchos e pousadas. Tudo isso à apenas 50 quilômetros da capital.

 

Os vitivinicultores de Jundiaí e região apostaram no casamento do turismo com a produção de uvas e vinhos. Desde 2006, participam do projeto Desenvolvimento da Produção de Uvas para Vinho e Vinhos Artesanais de Jundiaí e Região, que tem o apoio do Sebrae/SP. O objetivo é fortalecer o enoturismo e a produção de vinhos artesanais ou coloniais.

 

Nove municípios do Estado de São Paulo fazem parte da iniciativa. Além de Jundiaí, integram o projeto as cidades de Valinhos, Vinhedo, Louveira, Itatiba, Jarinú, Itupeva, Indaiatuba e São Miguel Arcanjo. As duas últimas estão mais voltadas para o fornecimento de matéria-prima para as vinícolas, sobretudo em função do preço competitivo da terra.

 

Quem visitar a região poderá saborear um vinho característico daquele tipo de solo e clima. Como são artesanais, os vinhos produzidos nesses municípios só são encontrados lá. Há também vários itinerários do roteiro paulista do vinho e os visitantes ainda conhecerão um pouco mais da herança deixada pelos imigrantes italianos e portugueses.
A maioria das propriedades que participam do projeto está dentro do Pólo Turístico do Circuito das Frutas. Existem também ações para ampliar a participação dos produtores de vinho artesanal nos roteiros oferecidos pelo Pólo. O grupo estuda ainda a criação do Roteiro do Vinho Artesanal do Circuito das Frutas, previsto para os negócios já aptos a receber visitantes. A idéia, de acordo com o vitivinicultor Daniel Micheletto é vender o vinho agregado ao turismo.

 

Artesanal – O diferencial da cadeia vitivinícola de Jundiaí e região é justamente a produção de vinhos coloniais. O gestor do projeto, Marcos Alexandre Mange, conta que os vitivinicultores do projeto não querem competir diretamente com os grandes produtores de vinho. “O nosso diferencial é a produção de vinhos artesanais. Nós não estamos brigando com os produtores dos outros estados ou os de outros municípios de São Paulo. Produzimos vinhos para serem vendidos em Jundiaí e região, no circuito das frutas”, explica. Mange afirma, contudo, que ainda há necessidade de um especialista para trabalhar na adequação das uvas às condições de solo e clima da região. Segundo ele, se a parceria com a Embrapa Uva e Vinho não se concretizar até meados de 2008, os produtores envolvidos no programa deverão procurar especialistas no estado de São Paulo. “Enxergo condições de produzirmos boas uvas e bons vinhos em São Paulo, por isso a necessidade urgente de um técnico para o projeto”, avalia.

 

Atualmente, 50 produtores estão no projeto. Desse total, 16 são vitivinicultores, 14 vinicultores e 20 viticultores. Muitos estão no negócio há gerações e seus vinhos levam os nomes das famílias. Entre elas, Amatto, Azzolin, Micheletto, Leoni, Giuseppe Osso, Boschini, Galvão, Fontebasso, Vendramin, Beraldo Di Cale. Há outras marcas, como a Vinhos Torre Alta e a Extravitis.

 

Micheletto defende que a produção em menor escala possibilita o maior controle de qualidade e a garantia da identidade regional. “É mais fácil controlar a qualidade do vinho produzido em menor escala. Além disso, com o aumento da plantação de uva, garantiremos que o nosso produto exprima as características de clima e solo do circuito das frutas”, afirma.

 

Os produtores do projeto plantam 47 hectares e produzem anualmente cerca de 150 mil litros de vinho colonial, elaborado com 80% de uvas comuns. As uvas mais cultivadas na região são a Isabel, Bordô, Seibel 2 e Niagara branca e rosada, reconhecida como a melhor uva dessa espécie no Brasil e no mundo. Entre as uvas finas, a Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Moscatos, Sauvignon Blanc.

 

Apesar de os vinhos finos serem produzidos em menor escala, vitivinicultores estão investindo no cultivo de parreirais de uvas viníferas, além da melhoria das tecnologias aplicadas nas adegas. Para o início de 2008, está prevista a colheita da primeira safra de Syrah. Foram plantados lotes experimentais deste tipo de uva nos municípios de Louveira e Vinhedo por produtores das famílias Micheletto, Amatto e Benvegnú.

 

Mas nem todo o lote experimental de Syrah será colhido no início do próximo ano. Há previsão de colheita em junho e julho. “O inverno é período de seca na região, e a amplitude térmica entre o dia e a noite favorece a completa maturação das uvas. Com isso, conseguiremos processar vinhos com melhor qualidade”, explica Marcos Alexandre Mange, coordenador do projeto.

 

A condição climática da região permite que os viticultores façam mais de duas podas num ano. A consultora Jacira Tosin explica que o sabor do vinho feito com a uva colhida no inverno é superior a da colheita do período das chuvas. “Perto da chuva a uva não tem um grau de maturação tão bom quanto no inverno. O teor de açúcar fica alterado.”
Inovação – Há testes com outras variedades viníferas para, no médio prazo, identificar as que melhor se aclimataram na região. Por outro, os pesquisadores do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) trabalham na criação de novas uvas. Recentemente, desenvolveram o híbrido Máximo (IAC138-22), resultante do cruzamento entre a Seibel 11342 e a Syrah. Segundo Daniel Micheletto, essa uva se adaptou bem à região e tem tolerância à praga.

 

Quando essa nova variedade é vinificada corretamente, o seu vinho tem características de um fino. “Na parte gustativa, o vinho feito com a uva Máximo se assemelha aos vinhos finos. No entanto, também é perceptível o caráter das uvas americanas. É um vinho que agradará o público que gosta do cheiro de suco de uva e desfruta de um sabor qualificado. A Máximo dá um toque mais fino na uva americana”, avalia Marcos Alexandre.

 

De acordo com Jacira, o tempo é o segredo para o vinho da uva Máximo ficar no ponto certo. “Fizemos alguns testes e descobrimos que esse vinho só poderia ficar de 36 a 48 horas com a casca. O vinho comum fica cinco dias, mas isso é muito tempo para o híbrido, que ficava adstringente.” A consultora ressalta ainda que o tempo de consumo do IAC 138-22 é a partir de dois anos, assim como os vinhos finos.

 

Resgate – A família Micheletto planta uva de mesa há pelo menos três gerações no município de Louveiras. Há cinco anos, decidiram resgatar a tradição familiar do cultivo de uvas viníferas e a produção de vinho artesanal. “O cultivo da uva e a produção de vinho sempre foi uma forma dos imigrantes expressarem sua identidade cultural”, fala Daniel Micheletto.

 

Hoje, os Micheletto cultivam quatro hectares de uva, principalmente a Isabel, Bordô e Lorena. Produzem cerca de 8 mil litros de vinho artesanal com o que é plantado de uvas viníferas. Daniel diz que a família está investindo para que o vinho seja a sua principal receita, inclusive cultiva, experimentalmente, meio hectare de uvas finas. “O vinho ainda não é nossa atividade principal, mas estamos investindo para que seja.”

 

Além do Sebrae, dão suporte aos produtores: a Associação dos Vitivinicultores de Vinhedo (Avivi); a Associação de Produtores de Vinho Artesanal do Bairro Caxambu (AVA); a Associação dos Produtores de Vinho de Valinhos (Aviva); a Associação Louveirense de Vitivinicultores (Alvi); o Centro Avançado de Pesquisa Tecnológica do Agronegócio das Frutas – CAPTA Frutas do IAC; o Sindicato Rural de Jundiaí; a Prefeitura Municipal de Louveira; Sindicato Rural de Indaiatuba; e Tosin Consultoria e Análises Químicas.

 

Fernanda Peregrino blogspot. Disponível em:<http://fernandaperegrino.blogspot.com.br/2007/12/paulistas-investem-no-enoturismo-e-na.html>. Acesso em 02 de agosto de 2016.

 

Roteiro do Vinho. Disponível em:<http://www.roteirodovinho.com.br/>. Acesso em 02 de agosto de 2016

Região e Clima

Viticultura de Clima Temperado

 

É uma viticultura tradicional, concentrada nos Estados do Sul e do Sudeste, representando cerca de 88% da área de vinhedos e mais de 98% da uva utilizada para processamento (vinhos, sucos e outros derivados) do país. Vários são os sistemas de manejo utilizados, dependendo da região e do tipo de produto objeto da produção. Em sua maioria são usadas cultivares e porta-enxertos convencionais, oriundos de outros países. Entretanto, algumas novas cultivares, criadas no Brasil, estão em fase de franca expansão comercial.

 

Viticultura Tropical

 

A viticultura tropical, apesar de relativamente recente, alcançou significativa evolução tecnológica no Brasil. Da produção inicial baseada na cultivar “Itália”, praticamente única alternativa até a década de 1990, a viticultura tropical brasileira ingressou no século XXI com tecnologias que viabilizaram a produção de cultivares americanas e híbridas para mesa (“Niágara Rosada”) e elaboração de suco (Isabel), antes restrita ao sul do país e cultivares de uvas finas (Vitis vinifera) para a elaboração de vinhos de alta qualidade.

 

Leste de São Paulo

 

Situada a 23ºS 47ºW e entre 700 e 900m de altitude, a região leste do Estado de São Paulo apresenta médias anuais de 1.400mm de precipitação, temperatura de 19,5ºC e umidade relativa do ar de 70,6%. É uma região onde a altitude compensa a latitude, condicionando à prática de uma viticultura de clima temperado. O inverno é ameno, porém sujeito à ocorrência de geadas, e com baixa precipitação pluviométrica. O verão é quente e chuvoso, propiciando a incidência de doenças fúngicas como míldio, oídio e podridões do cacho, entre outras. A área de vinhedos é da ordem de 7.250 hectares e a produção vitícola da região está distribuída em três categorias. Destaca-se num primeiro grupo a produção de uva americana para mesa, com predomínio absoluto da “Niágara Rosada” com uma àrea de parreirais de cerca de 5.100 hectares. Os vinhedos são conduzidos em espaldeira simples que apresentam uma produtividade média neste sistema é de 8 a 10 t/ha, sendo a colheita concentrada em dezembro-janeiro. No segundo grupo estão as uvas européias para mesa, representadas pela cultivar “Itália” e suas mutações “Rubi” e “Benitaka”, com uma área de parreirais de cerca de 2.100 hectares. Os vinhedos são conduzidos em latada, com 330 a 625 plantas por hectare, sendo a colheita concentrada nos meses de fevereiro e março. A produtividade situa-se em torno de 30 t/ha. Em terceiro lugar estão as uvas destinadas à elaboração de vinho, com destaque para a Seibel 2. O sistema de condução mais utilizado é a espaldeira simples.

 

Noroeste de São Paulo

 

Esta região que tem como município pólo Jales, está localizada a 20ºS, 50ºW e altitude variando de 450 a 550 m. O clima da região caracteriza-se por uma estação chuvosa, entre novembro e abril e uma estação seca, entre maio e outubro, sendo a irrigação uma prática indispensável. A precipitação média anual é da ordem de 1300mm e a temperatura média anual de 22,3ºC. As temperaturas são elevadas ao longo do ano, com riscos mínimos de ocorrência de geadas, viabilizando ciclos vegetativos sucessivos. Em função da distribuição da chuva são feitas duas podas anuais, uma para produção entre março e junho e outra para formação das plantas entre outubro e dezembro. Assim, o período de colheita na região vai de agosto a novembro, sendo os meses de agosto e setembro mais favoráveis à qualidade em função da baixa precipitação pluviométrica no período. A área de vinhedos está em torno de 900 ha, com predomínio absoluto de uvas de mesa. A principal cultivar é a “Itália”, seguida por suas mutações “Rubi” e “Benitaka”, entre as uvas finas (Vitis vinifera). A “Niágara Rosada” (Vitis labrusca), antes ausente nos vinhedos da região, vem crescendo em área cultivada a partir do ano de 2000, estimando-se que atualmente existam cerca de 300 ha desta cultivar em produção na região.

 

Mundus Vinus Blogspot. Disponível em:<http://mundusvinus.blogspot.com.br/>. Acesso em 02 de agosto de 2016.

Pontos mapeados

São Roque

Estrada do Vinho

Estação Ferroviária São Roque

Centro Cultural Brasital

Bonsucesso Alcachofras

Quinta do Olivardo

Fazenda Angolana *

Vila Don Patto

Vinícola Góes

Vinícola Bella Aurora

Cantina Tia Lina

Vinícola Palmeiras

Vinícola Canguera

Centro de Pesca Taquari

Ski Mountain Park

Rancho Pica Fumo

Rancho do Netão

Vale do Vinho Grill

Quiosque da Fernandinha

Vinícola XV de Novembro

Condomínio Sítio Primavera

Vinhos Sorocamirim

Vinícola XV De Novemvro

Sitio Belterra Lazer e eventos

Centro de Eventos Sitio Recanto El Shadai

Rancho CavaloMania

Massas Caseiras Sotille

Vinhos e Restaurante Frank

Adega Perino

Restaurante Casa da Vovó Conceição

Giullians Indústria e Comércio de Bebida

FAZENDINHA E RESTAURANTE SANTA ADELIA

Hotel Alpino de São Roque

Sitio Santo Antônio

Santa Costela

Vale do Vinho Grill

Vinícola XV de Novembro

Restaurante Itacolomy

Adega e Restaurante Vinhedo

Largo Mendes

Vinícola Góes

Destilaria Stoliskof

Rancho Arizona

Museu do Vinho – Vinhos Real D’Ouro

Morro do Cruzeiro

Recanto da Cascata

Igreja Matriz

Villa Rossa

Restaurante Cascudo

Golfe Clube Da Mata

Gare da Mata

Quinta Dy Engenho Hotel

Pousada Juriti – Eco Hotel

Espaco Vila Lara – Sao Roque

Stefano Hotel e Restaurante

Churrascaria Chama Sul

Apiario das Colinas Melson

Sítio Vila do Sino

Alcachofras Bom Sucesso

Capela da Grama

Vila do Artesanato

Restaurante Zepha

Jundiaí

Parque da Uva – Parque Comendador Antônio Carbonari

Adega Beraldo DiCale

Vinhos Brunholi

Adega Castanho

Adega do Português

Adega Fontebasso

Adega Galvão

Adega Leoni

Adega Marquesin

Adega Martins

Adega Maziero

Adega Mingotti

Adega Negrini

Adega Santa Cecilia

Adega Raphael Sibinel

Adega Vendramin

Vinhedo

Parque da Uva – Parque Municipal Jayme Ferragut

Adega Família Ferragut

Adega Família Baccetti

Adega Família Campovilla

Cantina, Restaurante e Adega Família Azzolin

Adega Della Bruna comércio de vinhos artesanais e cachaças

Observatório Abrahão de Moraes

Cocheira do Zé Élio

Represa João Gasparini

Outras cidades

Valinhos

Louveira

Itatiba

Jarinu

Itupeva

Indaiatuba

Sao Miguel Arcanjo

Festa do Figo – Valinhos

Parque Luis Latorre – Itatiaia

Colônia Helvetia – Indaiatuba

Acenbi Associação Cultural Esportivo Nipo Brasileiro Indaiatuba

Fundação Pró-Memória de Indaiatuba – Sede do Arquivo Público

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