Chapada dos Guimarães (MT)

COMO CHEGAR

Saindo de Cuiabá, pegue a estrada MT-251. De lá, são 60 quilômetros até a Chapada.

COMO CIRCULAR

O parque é próximo da cidade e concentra algumas atrações. Para ver as principais, como a Gruta Azul e a Caverna Aroe Jari, siga pela MT 251 sentido Campo Verde e enfrente 41 quilômetros de estrada, dos quais 25 são de terra.

ONDE FICAR

Com diárias até R$ 300, considere a Pousada Solar do Inglês, hospedagem de charme pelo Guia Brasil 2013, e a Pousada do Parque. A Pousada Villa Guimarães, com ambiente caseiro, tem quartos com camas confortáveis. A Pousada Penhasco, com diárias mais altas, está na borda da Chapada.

SUGESTÕES DE ROTEIROS

1 dia – Reserve um dia para conhecer o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães. Há quatro formas regulares para conhecê-lo: do mirante da Cachoeira Véu da Noiva, uma das principais atrações, através do Circuito das Cachoeiras, pelo Morro de São Jerônimo ou pelo Vale do Rio Claro. Para um dia de viagem, escolha conhecer pela Cachoeira Véu da Noiva.

2 dias – Com dois dias na Chapada dos Guimarães, faça o trekking até o morro de São Jerônimo: são oito horas de trilha que passa por formações areníticas curiosas, como o Jacaré de Pedra, a Pedra Furada e a Mesa do Sacrifício. Aproveite para fazer o Circuito das Cachoeiras, cujo percurso de 7 quilômetros passa pelas quedas Sete de Setembro, do Pulo, Prainha, Degraus e Andorinhas e por duas piscinas naturais.

4 dias – Com mais tempo, faça o passeio que leva até a Caverna Aroe Jari e para a Gruta da Lagoa Azul. Maior gruta de arenito do Brasil, a Aroe Jari, ou Gruta do Francês, tem 1550 metros de extensão. A 30 minutos da caverna está a Gruta da Lagoa Azul, de água cristalina.

QUANDO IR

No verão, para tomar banho nas cachoeiras e ter boa vista nos mirantes. Costuma haver neblina no inverno.

 

Confesso que visitar a Chapada dos Guimarães nunca foi um dos meus planos prioritários, talvez por pura falta de conhecimento ou mesmo o pouco marketing feito sobre o turismo do local. Mas após visitar a região, voltei com aquele sentimento de “como eu ainda não tinha ido lá?”.

Se você ainda não sabe, a Chapada dos Guimarães é um parque nacional localizado no município de mesmo nome no Mato Grosso. As principais atrações são cavernas, lagoas, cachoeiras, paredões e trilhas numa vegetação típica do Cerrado.

 

10 MOTIVOS PARA VISITAR A CHAPADA DOS GUIMARÃES

 

1) FÁCIL ACESSO
Chapada dos Guimarães também é o nome da cidade onde fica o parque nacional. O acesso é superfácil. A partir do aeroporto de Cuiabá são cerca de 70Km até lá, menos de uma hora em estrada asfaltada (com alguns buracos, vale falar). Não é à toa que o local é destino de muitos cuiabanos até mesmo para um bate-volta nos fins de semana.

Cuiabá (Foto: Prefeitura de Cuiabá - CC BY-ND 2.0)[Prefeitura de Cuiabá – CC BY-ND 2.0]

 

2) PAREDÕES
Eles são a grande atração e se espalham por mais de 150Km. Os paredões da região são de uma beleza impressionante.

Chapada dos Guimarães (Foto: Esse Mundo É Nosso)

 

3) MIRANTES
Para curtir essa vista, a Chapada dos Guimarães tem diversos mirantes, que possibilitam vistas panorâmicas em vários ângulos.

Chapada dos Guimarães (Foto: Esse Mundo É Nosso)

 

4) CACHOEIRAS
No calor do Cerrado, as várias cachoeiras são um alívio. Há aquelas lindas só para apreciar, como Véu de Noiva (foto) ou as com piscinas naturais abertas ao público, como Geladeira e Marimbondo.

Cachoeira Véu de Noiva - Chapada dos Guimarães (Foto: Esse Mundo É Nosso)

 

5) VIDA SELVAGEM
Você perceberá facilmente que a região tem vida animal e vegetal equilibrada, em perfeita harmonia. É por isso que terá a chance de avistar corujas, araras, cachorros-do-mato e muitos outros animais selvagens.

Chapada dos Guimarães (Foto: Esse Mundo É Nosso)

 

6) AVENTURA
Cada vez mais, a Chapada ganha atividades e novas atrações para conquistar os visitantes. Dentre elas estão os esportes de aventura, como arvorismo, pêndulo, arco e flecha, tirolesa e até rapel feito em um balão. Para esquentar seu espírito aventureiro, que tal começar pela famosa pedra doMirante do Centro Geodésico?

Mirante do Centro Geodésico - Chapada dos Guimarães (Foto: Esse Mundo É Nosso)

 

7) ESTRUTURA
Uma coisa que chamou muito a atenção é o fato de a Chapada dos Guimarães ser bem estruturada. Em muitas atrações, como nos mirantes, é possível chegar de carro sem precisar caminhar quase nada, o que é ótimo para crianças e idosos. Cercas de proteção, pontes e plataformas também facilitam, assim como a venda organizada de produtos, como água e outras bebidas, em muitos dos locais de visitação. Abaixo o Morro dos Ventos.

Morro dos Ventos - Chapada dos Guimarães (Foto: Esse Mundo É Nosso)

 

8) GASTRONOMIA
Embora seja uma cidade pequena, o local tem uma boa variedade gastronômica para os mais diversos tipos de bolso. Das comidinhas de rua aos picolés com sabores do Cerrado, de restaurante japonês à alta gastronomia, como o Restaurante Atmã, praticamente pendurado em um dos paredões, com vista de tirar o fôlego.

Restaurante Atmã - Chapada dos Guimarães (Foto: Esse Mundo É Nosso)

 

9) HOTELARIA
Assim como no quesito gastronomia, as opções de hospedagem são muitas. Há hostels, pousadas e hotéis boutiques, muitos integrados à natureza e super charmosos, como a Casa de Quineira

Dica de hotel na Chapada dos Guimarães: Casa da Quineira (Foto: Esse Mundo É Nosso)

 

10) GUIAS E VISITAS AUTOGUIADAS
Se você estiver de carro próprio, é fácil encontrar um guia na Chapada que irá acompanhá-lo durante os passeios. Se não, pode recorrer a uma das agências para utilizar seus veículos em tours em grupos ou particulares. É interessante e pouca gente sabe, que em algumas atrações é possível fazer visitas autoguiadas, ou seja, sem a presença de um guia. Isso ocorre principalmente aos sábados. Vale verificar com seu hotel quais são elas e em quais dias são liberadas. Indicamos a guia Manoela (65 9943 5651 / manulaurindo@gmail.com).

Cidade de Pedra - Chapada dos Guimarães (Foto: Esse Mundo É Nosso)

* Os jornalistas fizeram a viagem a convite do Chapada Blog, evento realizado pela Pousada Casa da Quineira em parceria com o blog Ziga da Zuca e a guia Manu Laurindo (WhatsApp/Cel: 65 9943-5651 e manulaurindo@gmail.com)

Fonte:www.essemundoenosso.com.br

Chapada dos Guimarães

Vi poucos relatos dessa região aqui e em outros sites. Pra quem quer conhecer, aqui vai detalhes de viagem à região da Chapada dos Guimarães e Bom Jardim – MT

 

Informações:

1. O fuso horário de Cuiabá é 1h a menos de Brasília.

2. “Chapada dos Guimarães” é o nome da cidade base pros passeios e também é o nome do Parque Nacinal. O nome da cidade tem origem da cidade de Guimarães, em Portugal.

3. Junho e julho na chapada é mais frio, tem mais dias com neblina, pode atrapalhar em alguns passeios ou dar uma vista interessante de cima do morro de São Jerônimo.

4. Bom Jardim (BJ) é um distrito da cidade de Nobres, mas não precisa ir a esta pra ir até aquela.

5. Em BJ, a melhor época pra conhecer é de maio a setembro – fora das chuvas.

6. Um passeio muito procurado em BJ é o Aquário Encantado e é mais cheio nos finais de semana. Na semana é mais tranqüilo fazê-lo.

7. Farofa de banana, ventrecha de pacu (frito, é um pedaço com 2 a 3 espinhas grandes do peixe) e bolo de arroz são pratos típicos da região.

8. A maioria dos passeios é necessário guia; nas propriedades privadas paga-se também uma taxa de entrada.

 

A viagem pra Chapada começa saindo de SP dia 04/08/14 às 16:55 pela gol, chegada em Cuiabá pelas 18:05. Reservei um carro na Avis (no site, eles dizem que você pega o carro no aeroporto, mas eles não tem stand no aeroporto; tive que ligar pra eles me pegarem lá). O escritório deles fica PERTO do aeroporto, que fica em Várzea Grande, do lado de Cuiabá. Em volta do aero, muita obra inacabada – efeito copa… Pedi na reserva um novo Uno, é mais alto pra andar fora de estrada, mas chegando lá… não tinha uno. Fui de gol 1.0 – também é alto, quase deu conta do passeio, leiam o pq mais na frente. O GPS foi certinho pro hotel – Intercity Premium Cuiabá. Muitos hotéis ainda caros.

 

Dia 01

Circuito das cachoeiras (6,8km; nível moderado; média de 5h; sem taxa de entrada) + Mirante Alto do Céu (1,3km; nível fácil; 1h; entrada de R$10)

 

De Cuiabá pra Chapada dos Guimarães são 68km, pela MT-251. Há um balão (que vai pra usina do Manso) após os primeiros 14km que virando à esquerda vai pra Bom Jardim e direto vai pra Chapada. Meu guia lá foi o Amorésio (tel. 65 9604-1981/9259-8680; e-mail amoresio@yahoo.com.br), pessoa simples, extrovertida, também é artesão, conhece fauna, flora e formação geológica local. Combinei de me encontrar com ele às 8:30 na praça principal da cidade, mas me enrolei na saída de Cuiabá e fui chegar lá pelas 9. Ele já estava me esperando com o Carlos, também turista, paulista, que iria fazer os mesmos passeios que eu nos 3 primeiros dias. Juntaram-se a nós a Jô, de floripa, e a Nicole (inglesa, mas de português fluente). Passamos primeiro na cachoeira Véu de Noiva, cartão postal da chapada, entrada gratuita. Apenas contemplação, é vista de cima. A visitação e banho embaixo dela foram proibidos há vários anos após a morte de um turista lá. Ficamos um tempo pra fotos e fomos pra entrada das cachoeiras. Pelo circuito são um total de 7 (que pra mim, ficam em 6, pois a última nós só vemos a parte mais alta; não vemos ela de frente): 7 de setembro, Sonrisal, Pulo, Degrau, Prainha, Andorinhas e Independência. Num sol quente, o banho refresca bem a caminhada. A mais bonita pra fotos achei a das Andorinhas. Levem um lanche pra substituir almoço se forem fazer outro passeio depois desse. O pôr-do-sol fomos para o Alto do Céu (Jô e Nicole não foram), onde vemos os paredões, o morro de São Jerônimo, uma elevação rochosa chamada Ninho das Águias (não tem águia aqui na América do Sul; a maior ave de rapina local é o gavião real, que é quem faz o ninho por lá) e bem ao longe, avista-se os prédios de Cuiabá. Só fui me instalar na pousada no fim do dia. Fiquei na Pousada Villa Guimarães – muito confortável, no centro, café da manhã excelente (o chef, Salomão, é espanhol, e sempre tem um prato diferente que ele faz na hora), mas tem um custo mais alto. Tem outras opções mais em conta e também tem áreas de camping na cidade. Jantei um espetinho completo muito bom e farto por preço acessível – se não me engano entre 15 e 20 reais. Esqueci o nome do local, mas lá na praça é cheio de pontos que vendem espetinhos.

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DIA 02

Circuito das cavernas (12km; nível moderado; 8h; R$30/pessoa a taxa de visitação, fora o guia) + mirante do centro geodésico

 

Primeira parada do dia – mirante do centro geodésico. Conseguimos avistar Cuiabá de lá. A entrada não tem nenhum indicativo nem marco falando do local, que por sinal está bem depredado – triste. Em Cuiabá é onde existe o marco geodésico, que é o ponto equidistante entre o Atlântico e o Pacífico. No mesmo rumo, seguimos ao Caminho das cavernas, a 45 km de Chapada – 30km em asfalto e 15 em estrada de chão (aqui avistamos o primeiro animal do dia – uma seriema). O acesso é a partir da Fazenda Água Fria, propriedade privada. Lá também tem seriemas bem mansas, dá pra fotografar bem de perto. Pode-se agendar almoço pro fim do passeio a R$25/pessoa – à vontade. A caminhada começou pelas 10h, total de 12km ida e volta. Observa-se alternância de vegetação, ora cerrado, ora mata fechada. A primeira parada é na saída da caverna Aroe Jari (significa “morada das almas”) – dita como a maior caverna de arenito do Brasil, cerca de 1,5km de extensão. A caverna tem um curso d’água, onde a saída da água é o primeiro ponto de acesso. É permitido apenas uma parte do percurso subterrâneo, uns 200 metros, com auxílio de lanternas. Lá dentro, apagamos todas as luzes pra sentir a atmosfera da caverna… Escuridão total. Retornamos e seguimos por fora, margeando sempre à esquerda uma elevação rochosa no cerrado (a parte externa da caverna) até a entrada dela. Vários blocos da rocha no chão e maritacas. Fotografias e seguimos adiante, rumo à lagoa azul, essa cor fica mais intensa quando o sol do início da tarde incide. Como chegamos cedo e o sol tava longe, mais adiante fomos à caverna Kiogo Brado – significa “índio valente”. É uma fenda na rocha cujo teto parece uma cúpula de igreja, atravessamos até o outro lado, uns 300 metros, bem ampla, muita placa de rocha desprendida do teto. Retornamos até a gruta azul e esperamos até que o sol iluminasse mais, muito show a visão de lá. Retorno para a fazenda e almoçamos pelas 15:30h. Após, fomos até a cachoeira do Almescar – fora da fazenda e sem taxa. Água fria pra relaxar após longa caminhada!! Na volta, um veado cruzou na frente do carro muito rápido! Não deu pra tirar a foto… O dia terminou novamente no mirante do centro geodésico, com um por do sol, diferente do alto do céu (este, com certeza, bem melhor…).

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Fonte: www.mochileiros.com

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